domingo, 17 de fevereiro de 2013

Enfim, o Ano começou na Câmara Municipal de Santa Inês.

17/02/2013 09:31
Enfim, o Ano começou na Câmara Municipal de Santa Inês



Hoje , 15 de fevereiro, deu-se início a mais um ano legislativo na Câmara Municipal de Santa Inês. Essa será a 11º legislatura e terá como presidente (por 2 anos) o ex-prefeito e atual vereador governista Franklin Seba (PTB).


Além do Seba outros 16 vereadores vindos de diversos segmentos da sociedade, eleitos no último dia 7 de outubro, estiveram presentes na sessão inaugural, que também contou com a presença da imprensa local, autoridades, secretários da prefeitura e do chefe do poder executivo Ribamar Alves (PSB).


A galeria estava lotada, muitos discursos, muitas falas e aplausos.


Um momento onde toda a comunidade prestigiou e renovou suas esperanças de finalmente termos um governo participativo e aberto aos questionamentos e anseios da população.


No último dia 07 de outubro nós cidadãos exercemos o nosso papel com a finalidade de obtermos bons resultados no decorrer dos próximos 4 anos. Passados os momentos de cortesia e discursos, palanques desfeitos, vamos ao que interessa.


A participação popular é fundamental para o desenrolar de um governo, a administração pública é como uma mesa composta por 4 bases de sustentação:


- Poder Executivo (prefeito)


- Poder Legislativo (vereadores)


- Poder Judiciário ( julga)


- População (cobra e julga a cada 4 anos).


Todos devem funcionar para que o povo tenha acesso a um plano de governo cumprido. Nenhum pode funcionar se o outro estiver em falta, nenhum pode realizar um bom trabalho se não estiver em sintonia com o outro. Ok?!!


Nosso município recentemente passou por um momento de mudança de governos e passa por um momento de grandes expectativas. Vimos disputar uma eleição um grupo que comandava o poder executivo há algum tempo e que governava de um modo centralizador, do lado oposto outro grupo encabeçado por um plano de governo socialista e que trabalhou sua campanha focado na participação popular através dos movimentos sociais e a 3º via que mostrava ideias novas e deu ênfase ao pensamento de que era preciso, de fato, valorizar as pessoas através dos serviços públicos.


Porém o segundo modelo de governo foi o mais votado com 18.515 votos e tomou posse em 1º de janeiro.


Santa Inês vive um momento novo onde TODOS nós esperamos um plano de governo que aos poucos se concretize, independente de motivação partidária, esperamos também uma população mais consciente de seu papel e por vereadores que cumpram 4 anos de mandato obedecendo leis e visando a qualidade de vida de TODOS.


Vale ressaltar que ainda temos na Assembleia Legislativa do estado do Maranhão uma representante da nossa cidade que também pode contribuir, e muito, com a prefeitura. Afinal ser prefeito, deputada, vereador é ser um funcionário público e nós (povo) somos os patrões. E uma das funções de um servidor público é exercer um trabalho com qualidade e respeito ao cidadão.


Caro amigo leitor, você possui ainda o plano de governo do prefeito que você votou ? Ou mesmo as propostas do seu vereador, ou de algum vereador que foi eleito? Você lembra em quem votou ? Quais as motivações do seu voto?


Particularmente eu tive a preocupação de guardar o plano de governo do atual prefeito e as propostas de alguns vereadores. E creio que essa deveria ser a mais simples ação de todo cidadão, votar e depois cobrar. E nada mais nítido para se cobrar do que o plano de governo proposto pelo prefeito e as propostas dos vereadores.


É necessário entendermos que uma sociedade só começa a alçar voos altos quando funciona de forma organizada e participativa, cresceremos quando os políticos não olharem mais os pobres de cima para baixo. A sociedade só prevalece quando é vista pelos 3 poderes de forma horizontal. Sem acordões, sem confundir o poder público com o privado e enxergando as pessoas como seres humanos e não somente como máquinas que só funcionam a cada 4 anos através do título eleitoral.


No privado apenas UMA pessoa dá as ordens para um grupo de chefiados, já no público municipal UMA pessoa executa os anseios de uma cidade representada pelos na Câmara pelos vereadores, ou seja, no poder público o povo é quem dá as cartas.


O vereador é o porta-voz do povo, somente isso. Onde a necessidade do povo está, o vereador tem por obrigação estar lá também. Ser presente, sem hipocrisia, sem mediocridade, sem discursos vazios onde temos a certeza que é apenas um falatório sem fundamentos. A socidade não é mais maleável a ponto de acreditar e bater palmas para uma pessoa que não vive o que discursa. E se você cidadão votou em alguém que carrega essas características simplesmente concordou e não está apto a cobrar nada. Se o seu voto foi comprado você também não está apto a cobrar nada. E lembre-se : nenhum político é um pop-star, são apenas SERVIDORES PÚBLICOS. Nenhum deles está em um pedestal. Estão todos ao alcance do povo. Os tempos mudaram, e muito!


O poder público não é lugar de acumular poder ou status, é uma transitória posição delegada por um número X de pessoas e que se não der certo deve ser trocado urgentemente ao fim de um mandato. Cobre, participe e questione. Temos representantes em Santa Inês de quase todos os setores da sociedade ocupando uma vaga no legislativo local: médico, enfermeiro, dentista, professora, servidor público, estudante, advogado enfim… Temos uma variedade de classes reunidas e legitimamente escolhidas para trabalharem de verdade por nossa cidade. Só não adianta reclamar sem fazer nada, afinal eles foram eleitos em um processo livre e democrático, independente da forma que usaram para chegarem lá eles estão lá. Sacou?!!


Almejamos por universidades melhores, por uma saúde melhor, por boas condições de tráfego, por uma cultura que instrua a todos, por uma educação de base de qualidade e por geração de emprego e renda através da qualificação de jovens e pais de família. Utopia? Blá blá blá? Não!


Com a posição geográfica que Santa Inês tem e a força de seu povo, tudo isso se conquista se o gestor tiver planejamento, projetos e visão coletiva. Tudo isso pode se tornar realidade se a sociedade civil de forma organizada perceber a sua real importância e cobrar.


Cabe a nós fazermos a nossa parte questionando,cobrando e participando através do diálogo diplomático e respeitoso. A mudança começa quando nós nos dispomos a acompanhar o que está sendo realizado, da forma correta e conjunta. Sem resquícios de bajulação muito menos de ataques agressivos. Cumprindo apenas com o nosso dever de filhos desta terra. O poder está em nossas mãos, nós somos a maioria que deve acompanhar uma minoria que nos representa.


Encerro com um trecho da música de Geraldo Vandré que convoca a todos lutarem por dias melhores, sem esperar por ninguém. Mas assumindo cada um sua posição de agente transformador. Um forte abraço !


” Nas escolas, nas ruas

Campos, construções

Somos todos soldados

Armados ou não

Caminhando e cantando

E seguindo a canção

Somos todos iguais

Braços dados ou não (…)

Vem, vamos embora

Que esperar não é saber

Quem sabe faz a hora

Não espera acontecer".

Por: Fred Ruan.


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